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Postby oho » 2020-11-18, 8:56

Estou a ler um livro e encontrei essa frase:

como é cobraria esses impostos?

O que faz "é" aí? Que tipo de construção gramatical é issa?
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See where the waters of the rivers tend
Graves in the rock, cradles in the sand
Every land is the holy land

Here was the battle to the bitter end
Here's where the enemy killed the friend
Blood on the rock, tears on the sand
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Willow by the water bending in the wind
Bent till it's broken and it will not stand
Listen to the word the messengers send
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Re: oho - português

Postby Osias » 2020-11-18, 11:19

oho wrote:Estou a ler um livro e encontrei essa frase:

como é cobraria esses impostos?

O que faz "é" aí? Que tipo de construção gramatical é essa?

Você tem certeza que era isso? Tem como tirar uma foto da página? Me parece um erro de edição.
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Re: oho - português

Postby oho » 2020-11-18, 11:46

Osias wrote:
oho wrote:Estou a ler um livro e encontrei essa frase:

como é cobraria esses impostos?

O que faz "é" aí? Que tipo de construção gramatical é essa?

Você tem certeza que era isso? Tem como tirar uma foto da página? Me parece um erro de edição.


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Re: oho - português

Postby Osias » 2020-11-18, 21:27

:hmm: :shock: :shock: :shock:

Eu nunca vi isso.

A forma na língua atual, se isso não for um erro, é "como se cobraria esses...".

Se isso é um livro digitalizado eu apostaria com grande certeza num erro de OCR.
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Re: oho - português

Postby oho » 2020-11-18, 22:05

Obrigado!

E sim, é um livro digitalizado.
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Re: oho - português

Postby oho » 2020-11-19, 13:05

Escrevi um pequeno conto. Se alguém tem vontade de corregí-lo, o apreceria muito.


Parte 1

O caminho pela planície ficava longo mas Gior não podia adiantar a partida. Logo começou a caminhar, a peregrinação até o santuário de Umja tenia de ser a pé por completo. O dia estava quente e em torno a ele havia somente matos queimados. A trilha se desenvolvia reta em direção ao oeste, clareada pelos dois sois do planeta. Gior tinha uma espada com uma bainha enferrujada e o cabo de salgueiro terrestre. Não era uma grande arma, mas era e única que tinha. Com os pés nus pisava a areia rugosa da trilha, na Terra os pés haveriam-se queimado mas em Ukim a areia era branca e refletia os raios de Humi e Roa, os dois sois. Estava rezando as orações à Dolorosa Mãe de Umja quando escorregou num buraco que não havia visto. Dezedeu aplainá-lo para fazer com que a nemguém mais acontecesse o que aconteceu a ele; enquanto estava a fazer isso, vi com o rabo do olho um vulto a correr entre os matos. Muitas pessoas haviam-lhe falado dos bandoleiros daquela região e instintivamente desembainhou a espada, no mesmo momento - quase por mágica - à sua frente apareceu um velho com uma túnica comprida e puída a mendigar. Lembrou-se dos mendigos de Ukim que no planeta inteiro fazem isso como prática de adoração do Deu Ktojm. Deu-lhe umas moedas e quando estava para despedir-se dele, o mendigo recitou-lhe estes versos:

«Em Umja todos buscam consolação
Coisa rara é a verdadeira devoção
Na vala de Yvrar
O que busca vai encontrar»
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Re: oho - português

Postby Osias » 2020-11-19, 15:40

oho wrote:Escrevi um pequeno conto. Se alguém tem vontade de corrigí-lo, o apreceria muito.


Parte 1

O caminho pela planície era longo mas Gior não podia adiantar a partida. Logo começou a caminhar, a peregrinação até o santuário de Umja tinha de ser completamente/inteiramente a pé por completo. O dia estava quente e em torno a ele havia somente matos queimados (acho que não se pluraliza 'matos' aqui, mas na lingaugem coloquial/falada/informal se costuma dizer. Como é um conto literário, vá de 'mato queimado'). A trilha se desenvolvia reta em direção ao oeste, clareada pelos dois sóis do planeta. Gior tinha uma espada com uma bainha enferrujada e o cabo de salgueiro terrestre. Não era uma grande arma, mas era e única que tinha. Com os pés nus pisava a areia rugosa da trilha, na Terra os pés haveriam-se queimado mas em Ukim a areia era branca e refletia os raios de Humi e Roa, os dois sóis. Estava rezando as orações à Dolorosa Mãe de Umja quando escorregou num buraco que não havia visto. Dezedeu (o que é isso?) aplainá-lo para fazer com que a ninguém mais acontecesse o que aconteceu a ele; enquanto estava a fazer isso, vi com o rabo do olho um vulto a correr entre os matos. Muitas pessoas haviam-lhe falado dos bandoleiros daquela região e instintivamente desembainhou a espada. No mesmo momento - quase por mágica - à sua frente apareceu um velho com uma túnica comprida e puída a mendigar. Lembrou-se dos mendigos de Ukim que no planeta inteiro fazem isso como prática de adoração do deus Ktojm. Deu-lhe umas moedas e quando estava para despedir-se dele, o mendigo recitou-lhe estes versos:

«Em Umja todos buscam consolação
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Re: oho - português

Postby oho » 2020-11-19, 16:16

Muito muito obrigado :<3:

-Porque "por completo" não está certo aí?

-"Dezedeu" seria "decidiu" xD
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Re: oho - português

Postby oho » 2020-11-19, 16:22

Tenho também outro conto, é um pouco mais longo :oops:

Parte 1, segundo conto

O planeta Vedi é um mundo de próspera vegetação, habitado por poucos nativos que demouram em pequenas aldeias chamadas unya. Cercada pela Serra de Orrut há a unya mais grande do planeta, Gava. Com 50.000 habitantes Gava era uma gigantesca metrópole para os padrões dos vedianos. A maioria deles odiava esse lugar, achavam que desnaturalizava os costumes das pessoas que mouravam nela. “Não há bastante contato com Ylta aí” era uma das maiores objeções. Ylta é um conceito bastante difícil para um terrestre compreender, os dicionários geralmente traduzem essa palavra com “natureza” mas há muito mais no termo que a palavra “natureza” possa expressar. Ylta é a conexão profunda com todas as coisas vivas, e é também uma deusa dos vedianos. Não ter contato com Ylta é não ser completamente humano. Se os vedianos soubessem em que tipo de cidade vivem os seus convidados terrestres ficariam horrorizados. Afortunadamente, os vedianos não pareciam muito interessados pelos outros mundos. Isso na realidade era um quebra-cabeça para os antropólogos terrestres “como é possível não estar interessados em pessoas que vem de outro planeta?” “a curiosidade ha sido até este momento considerada uma costante de todas as raças humanóides que temos encontrado”.
Tovul estava a percorrer a via principal de Gava, de pés nus como era costume fazer na unyas, a sensação da erva sob os pés era muito agradável, estava de pressa, tinha de chegar à biblioteca de Gava para buscar um livro sobre as tradições magicas de Noli Oeste. A via estava cheia de gente como de costume: comerciantes a berrar a lista dos produtos à venda, clarividentes que afirmavam poder falar com os mortos na dimensão de Orol, crianças jogando a muutti, mulheres com seu guarda-sois enfeitados com os desenhos rituais de Zumvi. Tovul se ajoelhou quatro vezes diante da estátua de Jhufi, a deusa da sabedoria e das cachoeiras, antes de entrar na biblioteca. Não havia atendentes nas bibliotecas de Gava, os livros se deviam encontrar sem ajuda e se precisava confiar que os outros frequentadores repunessem os livros no estante certo para o livro ser encontrado facilmente, mas não sempre era assim. Depois de 30 minutos de procura, Tovul tinha nas suas mãos o livro esperado: Ihtimo Ulat-es tbut, “o livro di Ulat o Manco”. Saiu da biblioteca ajhoelhando-se de novo quatro vezes, mas diante da estátua de Suumi, deusa da ignorância e dos incêndios.
Quatro dias após Tovul estava na estação, o livro na mochila. “Estação” é o substantivo que o terrestres deram ao lugar, parece que os homens sempre sentem a necessidade de encontrar nos mondos extraterrestres o que deixaram à casa. Nunca as correspondéncias são perfeitas, por exemplo as bibliotecas de Gava não sou propriamente bibliotecas no sentido terrestre, são também lugares de culto, lugares onde se tomam decisões para a coletivitade e lugares onde os peregrinos podem pernoitar. Num único edifício os gavenses condensaram as funções de biblioteca, templo, parlamento e albergue. Haveria podido utilizar o nome nativo: jmaon, ma esta opção raramente era considerata pelos terráqueos. Do mesmo modo a “estação” se chamava verdadeiramente huu e só vagamente lembrava uma estação da Terra. Era um amplo espaço aberto onde os koykkos (chamados cavalos pelos terráqueos) pastavam, onde haviam estaveis que serviam também como santuários dos espiritos dos animais mortos e como depósito das carroças que eram o meio de transporte principal para mover-se no continente de Vhizam, arrastadas pelos koykkos. [Continua]
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Re: oho - português

Postby Osias » 2020-11-19, 17:41

oho wrote:Muito muito obrigado :<3:

-Porque "por completo" não está certo aí?


Cara... Mmmmm... Acho que é porque está modificando a expressão "a pé" e não o caminho.

"Fazer o caminho por completo" pode.
"Fazer o caminho a pé" pode.
"Fazer o caminho a pé por completo" fica esquisito. Talvez alguém acabe falando assim, mas não fica bem num texto escrito. Achei que soava mais literário inverter a ordem e usar o outro termo. Pode ser paranoia minha. Mas também o seu uso foi depois de um "tinha que ser". Também acho que fica bom "tinha que ser a pé até o final".

Era bom ter outros falantes nativos aqui, só sobrei eu de highlander.
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Re: oho - português

Postby Osias » 2020-11-19, 17:42

oho wrote:Tenho também outro conto, é um pouco mais longo

Mas cadê o resto do outro? :hmm:

Bom, de noite darei uma olhada.
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Re: oho - português

Postby oho » 2020-11-19, 18:18

Osias wrote:
oho wrote:Tenho também outro conto, é um pouco mais longo

Mas cadê o resto do outro? :hmm:

Bom, de noite darei uma olhada.


Ainda tenho de inventá-lo 😂
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Re: oho - português

Postby Osias » 2020-11-19, 21:46

Aff, esse não é um país sério. :roll:
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Re: oho - português

Postby oho » 2020-11-21, 10:56

Traduzi um conto, como sempre, correções são muito apreciadas.

Vavylon

Ao longe, a cidade parece uma zigurate, mas o seu esboço interior é aquilo duma colmeia ou duma termiteira em escala colossal. Em outras palavras, longe do ser uma torre sólida de tijolos secos, Vavylon é uma serie de andares arqueados, um sobre o outro, contendo dezenas de milhares de pequenos cômodos escuros que antigamente conteram a população inteira duma cidade. Uma referência breve embora impressionante pode-se encontrar em João 10:5: Babilônia a Grande, a mãe de meretrizes e abominações da terra.
O nome, sobretudo o seu significado, resta um mistério. Alguém insiste que vem de vav-ili – ili significando “governante”, ou “reino” ou “governar”. O problema é vav, uma raiz que não é mencionada em nenhum estudo comparado das línguas indo-europeias, mas que poderia vir de bab, “porta”. Eu mesmo estou tentado de ler esta palavra escura como “igualdade” ou “liberdade”. Então Vaylon poderia ser traduzido como “reino da igualdade, da libertade”.
Para regressar à minha descrição: a cidade consistia em seite andares, cada um numa cor de tijolos diferente. Os lados de cada andar ficavam mais curtos que os lados do andar abaixo, depois a forma era aquila duma pirâmide terraplanada. No andar mais baixo e mais amplo, de cor branca opaca, moravam os escravos que tinham fácil acesso aos campos circundantes, e era a sua tarefa trabalhá-los. O segundo nível, preto, estava dado para um alugar moderado aos artisãos e aos comerciantes, considerados homens livres. O terceiro andar era púrpura e estava ocupado pelo excército. O quarto, de tijolos azules, pertencera desde a fundação da cidade aos sacerdotes. Os homens de posição elevada moravam no quinto andar, de cor laranja. No sexto andar, chapeado de prata morava o rei, o dono de toda a cidade. Dizem que incríveis riquezas e obras de arte tinham jazido armazenadas nos quartos do sexto andar há muito tempo. E finalmente, o setimo andar era o templo sólido e de ouro do deu Kaduk.
Rampas, muito íngremes, muito alisadas, conduziam de andar em andar. Cada amanhã, criados especialmente treinados para a tarefa, derramavam odres cheias de azeite sobre essas para mantê-las o mais escorregadias possível. Então a descida de nível em nível era rapida, e todos podiam fazê-la, enquanto as tentativas de subida eram raramente bem-sucedidas, alcançadas somente pelos alpinistas mais hábeis e mais experientes. Ainda assim, a lei declarava que todos os habitantes da cidade eram iguais e não proibia a subida a ninguém. Consequentemente, cada tarde, quando o azeite estava a ressecar-se, uma multidão silenciosa juntava-se aos pés de cada rampa – muitas pessoas nos andares mais baixos, não muitos nos andares mais altos. Somente poucos nunca tinha testado a sua sorte; todavia poucos teve êxito. E dado que a inclinação da rampa aumentava em cada nível, extremamente poucas pessoas em toda a longa história de Vavylon tinha sido capazes de subir de um andar ou mais. Antes de ela poder ser exposta aos visitantes, Vavylon teve de passar seite vezes por fogo e espadas, ser demolida e reconstruida, abandonada e repopulada repetidamente. Os assírios, os elamitas, os hititas, os persas, os gregos e os árabes, todos eles tiveram de esmagá-la como uma serie de rolos compressores, assim, finalmente, aplanada, enterrada sob a areia do deserto, podia ser desenterrada pelos arqueologos e tornar-se num importante sitio turístico.
Mas nos tempos antigos, cada noite o somo deu em pessoa, reafirmava simbolicamente o princípio, apoiado pela lei, da igualdade de todos os cidadãos. O gesto assombroso era feito deste jeito: cada tarde o deu escolheva uma virgem entre os escravos do andar mais baixo, casava-se com ela, e gozava toda a noite com ela entre jogos e festas. Na madrugada, quando o rei (usando sandálias especiais para não deslizar) montava a rampa para frequentar o templo de ouro, ele encontrava o corpo da rapariga sobre a cama de ouro, ainda morno, e arremessava-o para baixo desde aquela altura tremenda, sem a formalidade dum certificado de morte, o até um pedido de autopsia. Nenhuma rapariga sobrevivia ao enérgico abrazo que garantia a sua igualdade com Kaduk o imortal. E se dezesseis séculos mais tarde, uma das quatro esposas do vizir de Samarcanda não tivesse dado à luz Xerazade, ninguém nunca teria sonhado que a fábula do casamento noturno do deu pudesse ser pura bobagem.
Last edited by oho on 2020-11-22, 0:40, edited 5 times in total.
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Re: oho - português

Postby Osias » 2020-11-22, 0:05

oho wrote:Tenho também outro conto, é um pouco mais longo :oops:

Parte 1, segundo conto

O planeta Vedi é um mundo de próspera vegetação, habitado por poucos nativos que moram em pequenas aldeias chamadas unya. Cercada pela Serra de Orrut há a maior unya mais grande do planeta, Gava. Com 50.000 habitantes Gava era uma gigantesca metrópole para os padrões dos vedianos. A maioria deles odiava esse lugar, achavam que desnaturalizava os costumes das pessoas que moravam nela. “Não há bastante contato com Ylta aí” era uma das maiores objeções. Ylta é um conceito bastante difícil para um terrestre compreender, os dicionários geralmente traduzem essa palavra com “natureza” mas há muito mais no termo que a palavra “natureza” possa expressar. Ylta é a conexão profunda com todas as coisas vivas, e é também uma deusa dos vedianos. Não ter contato com Ylta é não ser completamente humano. Se os vedianos soubessem em que tipo de cidade vivem os seus convidados terrestres ficariam horrorizados. Afortunadamente, os vedianos não pareciam muito interessados pelos outros mundos. Isso na realidade era um quebra-cabeça para os antropólogos terrestres “como é possível não estar interessados em pessoas que vem de outro planeta?” “a curiosidade era até este momento considerada uma costante de todas as raças humanóides que tínhamos encontrado”.
Tovul estava a percorrer

AQUI ESTAMOS DIANTE DE UM PROBLEMA.

"estava a percorrer" é o normal do português europeu, mas é "estava percorrendo" no brasileiro.

Como quem está revisando é um brasileiro (eu), devo corrigir esse tipo de coisa? Por tudo no meu padrão. Eu acredito que sim. Se este é um conto, não um post de mídias sociais, você vai publicar em algum lugar. Este 'algum lugar' deverá indicar implícita ou explicitamente qual língua é. Se o seu conto for traduzido para uma mistura dos padrões europeu e brasileiro, leitores de ambos os países vão ficar confusos. (Sem falar na África).
Eu sugiro aderir a um padrão e como só tem eu aqui, que seja o meu.


a via principal de Gava, de pés nus como era costume fazer na unyas, a sensação da erva sob os pés era muito agradável, estava com pressa, tinha de chegar à biblioteca de Gava para buscar um livro sobre as tradições magicas de Noli Oeste. A via estava cheia de gente como de costume: comerciantes a berrar a lista dos produtos à venda, clarividentes que afirmavam poder falar com os mortos na dimensão de Orol, crianças jogando a muutti, mulheres com seus guarda-sóis enfeitados com os desenhos rituais de Zumvi. Tovul se ajoelhou quatro vezes diante da estátua de Jhufi, a deusa da sabedoria e das cachoeiras, antes de entrar na biblioteca. Não havia atendentes nas bibliotecas de Gava, os livros deviam ser encontrados (mais um caso de brasilidade) sem ajuda e se precisava confiar que os outros frequentadores repusessem os livros no estante certa para o livro ser encontrado facilmente, mas nem sempre era assim. Depois de 30 minutos de procura, Tovul tinha nas suas mãos o livro esperado: Ihtimo Ulat-es tbut, “o livro di Ulat o Manco”. Saiu da biblioteca ajhoelhando-se de novo quatro vezes, mas diante da estátua de Suumi, deusa da ignorância e dos incêndios.
Quatro dias apósdepois, Tovul estava na estação, o livro na mochila. “Estação” é o substantivo nome que o terrestres deram ao lugar, parece que os homens sempre sentem a necessidade de encontrar nos mundos extraterrestres o que deixaram em casa. Nunca as correspondências são perfeitas, por exemplo as bibliotecas de Gava não sou propriamente bibliotecas no sentido terrestre, são também lugares de culto, lugares onde se tomam decisões para a coletivitade e lugares onde os peregrinos podem pernoitar. Num único edifício os gavenses condensaram as funções de biblioteca, templo, parlamento e albergue. Haveria podido utilizar o nome nativo: jmaon, mas esta opção raramente era considerata pelos terráqueos. Do mesmo modo a “estação” se chamava verdadeiramente huu e só vagamente lembrava uma estação da Terra. Era um amplo espaço aberto onde os koykkos (chamados cavalos pelos terráqueos) pastavam, onde haviam estaveis (o que seria isso?) que serviam também como santuários dos espiritos dos animais mortos e como depósito das carroças que eram o meio de transporte principal para mover-se no continente de Vhizam, arrastadas pelos koykkos. [Continua]
Last edited by Osias on 2020-11-22, 0:19, edited 1 time in total.
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Re: oho - português

Postby oho » 2020-11-22, 0:17

Sim Osias, corrija como um brasileiro :P

Obrigado pela ajuda você é uma pessoa de ouro, como diríamos na Itália :p

E queria dizer estábulos, não estaveis xD
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Re: oho - português

Postby Osias » 2020-11-23, 23:42

oho wrote:Sim Osias, corrija como um brasileiro :P

Obrigado pela ajuda você é uma pessoa de ouro, como diríamos na Itália :p

Aqui também.

E queria dizer estábulos, não estaveis xD
Depois eu pensei nisso.

Quase não respondo esse tópico daqui, o fórum fica dando uns erros de sql e marca as mensagens como lidas.
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